Todos os seres humanos têm direito a ser respeitados, por normas e por qualidades. Todos eles, têm direito a conviver com aquilo que a vida lhes trás. Quer seja, independente do outro, não interessa. Interessa pois aquilo que é, aquilo que nasceu, aquilo que quer ser. Sobre tudo, falarei o que se passou comigo, os obstáculos que cruzei. A vida a mim trouxe-me um desafio, encaixou-me um rumo diferente, um caminho diferente, uma vida diferente! Elevou-me para um conceito extremamente normalíssimo. Quero com isto dizer, e para ser mais direto, estou a falar da minha orientação sexual. A verdade, é que levei com um ano e precisamente, nem mais nem menos, quatro meses, para descobrir o que realmente era. Não me sentia hétero, sentia-me diferente de todos os heterossexuais. Muito francamente, nunca imaginei tal coisa, nem sei como tudo passou, ou como tudo se revelou. Contudo, andava confuso e isso deixava-me incomodado. Passei por tempestades, noites mal passados estive. Sobre aquele irritante frio que me deixava congelado. Tal como disse, foi preciso levar com algum tempo para descobrir o que era. Com o tempo, descobri. Fiquei feliz comigo mesmo, senti-me orgulhoso por saber quem era e quem sou, pois nunca ter medo e enfrentar todos aqueles inimigos que me prosseguiam. Consegui!
Decidi revelar alguns dos meus amigos, e tentar ter o apoio de cada um. Teria pensado eu, se algum deles/as me julgasse ou descriminasse, eu não iria dar importância. Teria de ser superior e passar por cima de cada um. Mas na verdade, todos eles/as me apoiaram quando mais precisei, quando mais estive de cabeça baixada.
Um dia, pensei cá para mim: “Estou a fazer algo de errado. Falta-me alguma coisa.” Pois, a minha mãe. Acho que errei em ter revelado a todos os meus amigos e não há minha mãe. Aquela pessoa que sempre esteve comigo quando mais doente estive. Aquela mulher corajosa com que eu sempre me dei bem. Supostamente era a ela que deveria de ter revelado a minha orientação. Sabia eu que lhe ia magoar, que lhe iria deixar diferente comigo. Até mesmo eu, sabia que ela nunca mais me iria olhar da mesma maneira. Mais uma vez, passei noites na entristeça. Andei no silêncio e no vazio. Não tinha coragem de lhe contar. Pois eu calculava que tudo iria mudar, que não ia voltar a ter aquele carinho todo que sempre tive, que não ia voltar a sentir aqueles abraços enormes que só ela me sabia transmitir. Desfiz-me em pedaços, por completo!
Certa altura eu deveria de lhe contar. Mas mesmo assim, eu dizia que nunca teria aquela tendência, que nunca teria aquela coragem de lhe contar. O medo falava mais alto que eu. Dizia eu que nunca iria lhe contar, que iria continuar no silêncio, sem magoar o seu coração. Chorei imensas vezes, com medo do que se pudesse acontecer quando tudo ultrapassa-se.
Eu fartei! Chegou o momento que fartei. Fartei de chorar, fartei de esconder, de me vaziar no silêncio. Ainda aqui estou, a escrever este texto para vocês, membros da escola, verem que eu passei por tal, e que neste momento lágrimas me cai pelo rosto. Para mim é frustrante.
De momento, decidi revelar o que tanto escondi até hoje pela minha mãe. Cansei por completo. Tinha de contar. Então, observei a minha mãe, olhei de uma forma corajosa, de uma forma forçante. Contei! Falei tudo o que devia de falar, e vendo a minha mãe sofrer, as lagrimas gritaram e caíram sobre o seu ombro. Apertei-a de uma forma brusca, que até a mim me meteu dó! Mas contei. Compreendi todos os pontos que a minha mãe me disse, pois não passara de uma fase. Pensei eu que iria ser descriminado, que tudo se iria mudar. O meu autoestima desceu. O tempo parou.
Ouvindo a minha mãe, dizendo coisas que lhe magoara, eu compreendi. De repente, ela me diz: “Não deixarás de ser meu filho só porque a vida te trouxe um rumo diferente. Não! Continuarás a ser meu filho, da mesma forma que fui para ti durante estes anos, serei até morrer. És feliz assim? Ainda bem. Tu estás feliz eu também estou, por teres lutado e por teres consigo chegar ao fim.” Nunca pensei. Fiquei boquiaberto, muito sinceramente! Ao mesmo tempo, chorei, quase com o coração a sair-me pela boca fora.
Hoje sei, que nunca devemos de desistir de uma coisa que se pode dar a volta por cima. Sei que tudo é possível, e que na vida devemos pensar e de aprender com todos os nossos erros. Não desisti, lutei e levei com tudo isto em frente. Na verdade, a coragem encaixava em mim, sabia eu que a tinha.
É por isso que hoje, e todos os dias eu digo: “NUNCA DIGAS NUNCA.”
A human being is also entitled!
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011 // 13:26
Todos os seres humanos têm direito a ser respeitados, por normas e por qualidades. Todos eles, têm direito a conviver com aquilo que a vida lhes trás. Quer seja, independente do outro, não interessa. Interessa pois aquilo que é, aquilo que nasceu, aquilo que quer ser. Sobre tudo, falarei o que se passou comigo, os obstáculos que cruzei. A vida a mim trouxe-me um desafio, encaixou-me um rumo diferente, um caminho diferente, uma vida diferente! Elevou-me para um conceito extremamente normalíssimo. Quero com isto dizer, e para ser mais direto, estou a falar da minha orientação sexual. A verdade, é que levei com um ano e precisamente, nem mais nem menos, quatro meses, para descobrir o que realmente era. Não me sentia hétero, sentia-me diferente de todos os heterossexuais. Muito francamente, nunca imaginei tal coisa, nem sei como tudo passou, ou como tudo se revelou. Contudo, andava confuso e isso deixava-me incomodado. Passei por tempestades, noites mal passados estive. Sobre aquele irritante frio que me deixava congelado. Tal como disse, foi preciso levar com algum tempo para descobrir o que era. Com o tempo, descobri. Fiquei feliz comigo mesmo, senti-me orgulhoso por saber quem era e quem sou, pois nunca ter medo e enfrentar todos aqueles inimigos que me prosseguiam. Consegui!
Decidi revelar alguns dos meus amigos, e tentar ter o apoio de cada um. Teria pensado eu, se algum deles/as me julgasse ou descriminasse, eu não iria dar importância. Teria de ser superior e passar por cima de cada um. Mas na verdade, todos eles/as me apoiaram quando mais precisei, quando mais estive de cabeça baixada.
Um dia, pensei cá para mim: “Estou a fazer algo de errado. Falta-me alguma coisa.” Pois, a minha mãe. Acho que errei em ter revelado a todos os meus amigos e não há minha mãe. Aquela pessoa que sempre esteve comigo quando mais doente estive. Aquela mulher corajosa com que eu sempre me dei bem. Supostamente era a ela que deveria de ter revelado a minha orientação. Sabia eu que lhe ia magoar, que lhe iria deixar diferente comigo. Até mesmo eu, sabia que ela nunca mais me iria olhar da mesma maneira. Mais uma vez, passei noites na entristeça. Andei no silêncio e no vazio. Não tinha coragem de lhe contar. Pois eu calculava que tudo iria mudar, que não ia voltar a ter aquele carinho todo que sempre tive, que não ia voltar a sentir aqueles abraços enormes que só ela me sabia transmitir. Desfiz-me em pedaços, por completo!
Certa altura eu deveria de lhe contar. Mas mesmo assim, eu dizia que nunca teria aquela tendência, que nunca teria aquela coragem de lhe contar. O medo falava mais alto que eu. Dizia eu que nunca iria lhe contar, que iria continuar no silêncio, sem magoar o seu coração. Chorei imensas vezes, com medo do que se pudesse acontecer quando tudo ultrapassa-se.
Eu fartei! Chegou o momento que fartei. Fartei de chorar, fartei de esconder, de me vaziar no silêncio. Ainda aqui estou, a escrever este texto para vocês, membros da escola, verem que eu passei por tal, e que neste momento lágrimas me cai pelo rosto. Para mim é frustrante.
De momento, decidi revelar o que tanto escondi até hoje pela minha mãe. Cansei por completo. Tinha de contar. Então, observei a minha mãe, olhei de uma forma corajosa, de uma forma forçante. Contei! Falei tudo o que devia de falar, e vendo a minha mãe sofrer, as lagrimas gritaram e caíram sobre o seu ombro. Apertei-a de uma forma brusca, que até a mim me meteu dó! Mas contei. Compreendi todos os pontos que a minha mãe me disse, pois não passara de uma fase. Pensei eu que iria ser descriminado, que tudo se iria mudar. O meu autoestima desceu. O tempo parou.
Ouvindo a minha mãe, dizendo coisas que lhe magoara, eu compreendi. De repente, ela me diz: “Não deixarás de ser meu filho só porque a vida te trouxe um rumo diferente. Não! Continuarás a ser meu filho, da mesma forma que fui para ti durante estes anos, serei até morrer. És feliz assim? Ainda bem. Tu estás feliz eu também estou, por teres lutado e por teres consigo chegar ao fim.” Nunca pensei. Fiquei boquiaberto, muito sinceramente! Ao mesmo tempo, chorei, quase com o coração a sair-me pela boca fora.
Hoje sei, que nunca devemos de desistir de uma coisa que se pode dar a volta por cima. Sei que tudo é possível, e que na vida devemos pensar e de aprender com todos os nossos erros. Não desisti, lutei e levei com tudo isto em frente. Na verdade, a coragem encaixava em mim, sabia eu que a tinha.
É por isso que hoje, e todos os dias eu digo: “NUNCA DIGAS NUNCA.”
grew up in a small town.
A mim perguntaram-me quem eu era, quem era eu dentro ou de fora. Sentado naquele rochedo cheio de musgo peganhento, eu olhei perante o sol. Senti aquele frio bater-me no rosto, sem intensão de me deitar ao chão.
Perguntei-me a mim mesmo porque estaria ali, feito um urso sem pai nem mae, sem irmã e parentes da familia. Porque me sinto tão vazio? Porque me sinto tão independente de todas as pessoas que me rodeiam em trono daquele circulo de amigos? Porque ?
Á demasiada independência nesta vida, á demasiado peso, á bastantes rodeios frios e pessoas mortas. Mas porque que este mundo não pensa na vida, mas porque que o mundo não pensa no seu melhor? A distruidora disto tudo é quem me julgou neste mundo, quem me desanparou para o outro lado da rua.
Estou cheio de dores de cabeça, cheio de febre, e a minha mente não consegue racicionar o objéctivo, não consegue chegar ás palavras que foram utilizadas em todos os dicionários.
Estou deprimente por não sentir o desejo, por não poder caminhar pelas ruas novas, por não ter amigos que me fasam feliz! Estou sem pachorra para discuções, nasci para viver, nasci para ter paz.
Tenho saudades de um novo tudo, de um novo tanto, de um novo rumo. Tenho saudades da saudade. Sinto falta da minha mãe. Aquela que todas as noites me dizia para apagar a luz e descansar, para que no dia seguinte estivesse com forças para lutar contra o inimigo que me poderia perceguir. Sinto falta dos abraços sem fim que tinha todas as noites, das histórias mágicas onde maior parte delas eu adormeçia.
Sinto falta daquela mão que me levantava dia – e – noite, aquela mão que me tocava e que me dizia para seguir em frente com novas estatisticas, com novas personagens, com novas noticias. A saudade, prende-me no peito, e aperta meus braços.
Sorria todos os dias com todos os teus ataques de risos, estremecia quando me dizias algo em que eu me arrepiava, chorava quando necessitava, e todas a lagrimas derramadas no teu corpo.
Emensa saudade eu tenho, de quando nos punhamos no bailoiço da tia do lado, quando brincavamos ás casinhas e quando bebiamos copos e copões de sumo compal. Não esqueço cada momento que passei.
Hoje, tudo é diferente, a vida mudou de rumo. As pessoas fugiram de mim e não me deram a mão. Fiquei sozinho na escuridão. Incolhi-me naquele obscuro buraco, e chorei pela vida, gritei pelo que perdi, sofri por não a voltar a ver.
Quero ser jovem, adulto, crescer mais e sorrir bastante. Quero aprender a ser o que nunca fui.
Nas contas todas, quero tudo e não tenho.
dreaming of what could be.
O verdadeiro desejo está no meu olhar. Perante aquela cor absorvida em meus olhos.
O desejo é demasiado para o criticar, ou denunciar. Um dia eu acordei, sai do rebanho, despertei meu sentimente apenas numa palavra: "desejo". Desejei ser diferente de todas as pessoas, desejei ser mais visivel á realidade. Desejei, desejar o meu desejo.
Penetrar cada canto sem estragos quais queres. Surgir um sorriso sem um choro qualquer. Mas desejei e continuo a desejar. Sempre desejei caminhar sobre aquela estrada onde me dizia que era nela que era o meu devido lugar.
Eu senti felicidade, arrepiei-me com aqueles zumbidos no meu ouvido esquerdo. Mas nunca perdi a vontade de desejar o que em mente me ocorria.
Continuei com mais três passos em frente. Com mais quatro, e de momento para momento, mas cinco caminhei.
Cheguei ao cimo do desejo que sempre me mentalizei. Discobri o desejo que sempre desejei. Hoje, reforçei com a enorme vontade, que o meu desejo sempre foi, "mostrar ao mundo o quanto eu consigo mostrar. Reabrir os olhos e mostrar o que sou capaz de fazer, o desafio que tenho. Mostrar ao mundo que eu tenho um estrela dentro de mim, que um pigmento de sonhos eu tenho."
Sonhei sem sonhar, mas sonhei em dançar. Faz parte de mim mexer o corpo, sentir o vento bater-me no rosto sem estragar o sentido primitido.
wanna feel the warm breeze,
sleep under a palm tree, feel the rush of the ocean.